O sucesso da Vespa em Portugal deve-se, indiscutivelmente aos clubes e ao forte associativismo, em particular nas décadas de 1950 e 60, e numa segunda fase, a partir de 1986 até aos dias de hoje. Tudo começa no pós-guerra com um grupo de apaixonados pela Vespa que nos anos de 1952-53, começa a rolar pelo Distrito de Lisboa e Setúbal. Sentiam-se descontentes com o primeiro importador oficial da Vespa – Agostinho Rios de Oliveira. Eram jovens que queriam formar um Clube Vespa, à semelhança do que se passava pela Europa.

Alberto Graça Júnior, um dos primeiros a aderir ao grupo, resolve falar com o seu amigo José Machado, homem forte da Sociedade Comercial Guérin (importador da Volkswagen), e convence-o a importar a Vespa para Portugal; em contrapartida, ele e os seus amigos vespistas formariam um clube para dinamizar a marca, apoiados pela Guérin. Assim foi. Em 1954 a Guérin ganha a representação da marca e a 15 de agosto, desse mesmo ano, o Vespa Clube de Lisboa – Portugal (VCP) é oficialmente registado pelos 23 sócios.

A 21 de março de 1955 fez-se a 1ª Assembleia Geral e foi nomeado para presidente da direção Francisco Oliveira Marques, que nesse mesmo ano representou Portugal no congresso dos Vespa Clubes Europeus. Conhece então o Dr. Renato Tassinari, seu presidente, e apercebe-se da necessidade de criar o VCP como uma Federação de Clubes.

Em 1955, formam-se em Portugal vários clubes, o Vespa Clube de Coimbra, de Vila Franca, de Setúbal e de Portimão, no ao seguinte o do Porto e o de Faro. Em abril de 1956, o Vespa Clube de Coimbra, liderado pelo Eng.º Carlos Mancelos realiza o 1º encontro internacional em Portugal, onde virão vespistas franceses, alemães e espanhóis.

Por sua vez, a representação portuguesa a partir de 1952 era feita por autênticos embaixadores.

Nos anos de 1970 a maioria dos clubes vespa vão desaparecendo, pelo mundo inteiro. Felizmente, O Vespa Clube de Lisboa – Portugal, com o seu presidente Carlos Dionísio manteve sempre atividade, conservando todo o seu arquivo e recordações históricas. Em 1986, incentivou um grupo de 13 amigos a participar no Eurovespa de Barcelona, organizado por Jordi Balart . De novo se despoletou uma febre vespista. Desde então o VC de Lisboa, o VC de Faro, o VC do Porto e vespistas do Norte, o VC de Fátima e muitos outros clubes marcaram presença em diversos Eurovespa, Vespa World Days e outros encontros internacionais.

Com a realização do Eurovespa de Lisboa, em 2004, e Vespa World Days Fátima, em 2010, o número de clubes Vespa disparou, tal como a procura desenfreada de vespas pelo pais, assim como o seu restauro e colecionismo. Com a oficialização do VCP, e a respetiva coordenação do calendário anual, mantendo unidos e solidários vários clubes, Portugal tornou-se um exemplo a nível mundial da força desta grande família.

Em 2020, a cidade de Guimarães, berço da Nação, acolherá o maior encontro Vespa ficando Portugal mais uma vez na historia por ser o pais que irá dar arranque a nova discrição agora, Europen Vespa Days, mais um orgulho para os vespistas nacionais !

Pedro Pinto